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por afifenoticias, em 18.08.19

     AFIFE  DIGIT@L             

Jornal on-line de Afife  editado aos sábados. contacto --    afifenoticias@sapo.pt

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AFIFENSES, RUMAM AO S. JOÃO DE ARGA, NA MADRUGADA DE QUARTA FEIRA.

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Afife mantém a tradição de longa data, de no 24 de Agosto rumar ao S. João de Arga, agora não para cumprir a promessa, mas para manter viva a tradição. Em tempos era habitual esperar por estes dias para se cumprir as promessas então feitas durante o ano e por vezes até haviam promessas que duravam anos a ser cumpridas, como quando se prometia fazer a caminhada, sempre sem pronunciar qualquer palavra, mas por vezes, ou porque a pessoa não resistia a um refrão de qualquer cantiga, ou porque a conversa era animada, lá saia uma ou outra palavra, que desfazia assim a promessa e obrigava que essa viesse a se cumprida no ano seguinte. Havia ainda o costume de levar uma telha, para entregar na Capela, mas essa telha teria que ser roubada de um qualquer telhado e constava-se que as telhas seriam para a cobertura da Capela e quartéis, apareceram tantas que , chegaram e sobraram para as coberturas, segundo diziam os antigos. Um dos pontos que ainda hoje se mantém, é o de ao chegar à Capela, ser dadas três voltas, entrar pela porta principal e dar a esmola. Uma das características desta romaria, é que são dadas duas esmolas, uma ao Santo e outra ao diabo, que tem a imagem colocada no lado esquerdo do altar. Para o povo a característica desta doação, vai no sentido de dar a moeda branca ao Santo e a negra ao diabo, isto quer dizer, a de maior valor é para o Santo e a de menor valor, vai para o diabo. A festa em tempos era vivida na noite de 24 para 25, com a luz das velas e era assim que tocavam as concertinas, se cantava ao desafio e se dançava o vira. Mais tarde começaram a aparecer os geradores de energia elétrica e então as lâmpadas passaram a ser a novidade na romaria. Coma energia elétrica produzida a partir dos geradores, apareceram então os altifalantes e a partir daqui, o seu som abafava na noite as concertinas. O poeta Pedro Homem de Mello, que nunca faltava à romaria do alto da serra, onde se misturava com o povo, para ouvir as concertinas e os cantares e ver as danças da serra, ao deparar-se com os altifalantes a abafar as concertinas, abeirou-se da comissão, no intuito de que os altifalantes fossem desligados, para se poder ouvir as concertinas. No entanto não houve abertura por parte da então comissão e os altifalantes continuaram a tocar. Foi então o poeta a perguntar á comissão, quanto é que queriam em termos monetários, para que se fizesse o silencio dos altifalantes. Estão o poeta pagou 10 contos, o que corresponde a 50 euros de agora, só que nesse tempo os 10 contos era uma soma elevada e que certamente terá dado para pagar a festa e ainda sobrar. Assim o poeta pagou os 10 contos a musica dos altifalantes parou e as concertinas poderem ser ouvidas. Mais recentemente, chegou a energia elétrica ao local da romaria, mas ainda se mantém a tradição de se ouvir as concertinas em redor de uma parte da Capela, porque da outra estão as bandas de musica. Os altifalantes, durante a altura das concertinas, estão em silencio e vai-se assim mantendo o espírito da romaria, onde se canta ao desafio, se dança e se juntam tocadores de concertinas dos mais variados locais do País.

Afife vai uma vez mais rumar esta quarta feira ao S João de Arga, a partida acontece pelas 5 da madrugada desta quarta feira, do Largo, Tomas Fernandes Pinto e todos aqueles que se quiserem juntar, serão bem vindos, apenas não se podem atrasar, porque a partida é pelas 5 da madrugada.

De realçar que também há tocadores de concertinas de Afife, que marcam presença, como o Rogério, o Lopes Dareosa, o Jorge Cacheno entre outros.

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DSC07362.JPGEVOCAÇÃO A PEDRO HOMEM DE MELLO NO CASINO A 6 DE SETEMBRO

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O 6 de Setembro, em tempos já distantes, era marcado em Cabanas com as chamadas  "Pandegas de Cabanas" porque era altura em que o poeta Pedro Homem de Mello comemorava o seu aniversario de nascimento e vinham para a festa, os mais variados bailadores da região, mas quem nunca poderia faltar, era a Ofélia das Cahenas e o Cassio da João Enes, exímios bailarinos das danças Afifenses, de Carreço vinha a Teresa Freitas, os tocadores de concertinas de Covas, Vila Nova de Cerveira e outros, o terreiro de Cabanas, tornava-se pequeno de mais para tanta dança.

Depois do desaparecimento do poeta em 1984, este e a sua obra ficou um pouco esquecido e até tem sido esquecido pela RTP, uma casa onde o poeta deu muito com os programas de folclore que ali realizava com significativo sucesso. Afife porem não esqueceu o poeta e a partir do Casino Afifense foi criada a Tertúlia Homem de Mello, que conjuntamente com a câmara municipal e junta de freguesia, tem organizado, tanto em Setembro como em Março, ações que tem como objectivo lembrar a obra e o poeta.

Agora é no dia 6 de Setembro que o poeta volta a ser lembrado com uma ação que vai decorrer nos salão do Casino a partir das 10 da noite, onde  os poemas de Homem de Mello vão ser recitados pelos ator Afifense, António Neiva e o consagrado, Júlio Cardoso, o fado marca presença com, Ana Ferreira, Jorge Lemos, Francisco Vieira, João Martins e Henrique Rabaçal, o folclore, vai contar com o grupo de folclore de Afife, a apresentação será feita por Sérgio Mesquita. A entrada para esta ação é livre e apela-se aos Afifenses e a todos que de qualquer maneira se identifiquem com a obra do poeta a estar presentes.

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DIA 11 DE SETEMBRO, HÁ DESFOLHADA À MANEIRA ANTIGA, EM AFIFE.

O Centro Social e Paroquial de Afife, está a comemorar os seus 25 anos e está a realizar algumas acções que culminam em Novembro. Assim para 11 de Setembro  tem agendada uma desfolhada à maneira antiga, que vai acontecer no poli-desportivo de Cabanas, esta está aberta a todos os que queiram participar, vai ter a presença dos utentes deste Centro.  Esta tem como objectivo fazer lembrar e reviver uma antiga tradição da freguesia, até porque muitos dos utentes deste Centro, terão bem vivo em memoria, os pormenores de como era feita a desfolhada e poderão transmitir aos mais jovens essas vivencias do passado. Está de parabéns, toda a direcção, técnicos e funcionários deste Centro, pelas ações realizadas e a realizar, até porque a ultima delas, teve honras televisivas, levando aos quatro cantos do mundo a imagem do Centro de Dia de Afife e o próprio nome da freguesia.

 

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VIDEOS

 

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Afife, voltou a estar presente na programação das festas da Agonioa em Viana do Castelo, com uma assinalavel representação, o cortejo de sábado, foi aquele onde mais se fez sentir a presença Afifense, tanto na parte historica, como na parte etnografica, com muitos elementos que compõe o grupo de folclore e muitas outras lavradeiras que se lhe juntaram no desfile. Como habitualmente, foram os cabeçudos e os grupos de bombos a abrir o cortejo, que percorreram as principais arterias da cidade, este ano e assim à primeira vista, parece que a afluencia de publico, não terá sido superior ao ano passado, já que se viam clareiras nos espaços sentados.

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Este ano o cortejo contou com a participação da charanga da GNR, que se associou à romaria, uma vez que se comemora os 100 anos desta força policial em Viana.

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Presente esteve um cabeçudo, que veio do norte de França, assim como o seu acompanhamento musical, este é um cabeçudo de elevada estatura e quie obrigava com frequencia, à mudança do seu transportador.

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Afife, abria o cortejo, com uma lavradeira do grupo de folclore da freguesia, envergando o traje  vermelho de luxo, com a Ines, que participou igualmente em outros numeros da romaria, inclusive na festa do Traje, representando assim a freguesia, conjuntamente com outros elementos.

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-Gente de todas idades de Afife, com o fato vermelho, participaram no cortejo e até se viam, mães e filhas a desfilar.

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Na parte historica foram muitos aqueles que conseguimos ver no local de reportagem, no entanto outros terão passado despercebidos, uma vez que poderiam estar colocados em posição contraria aquela em que nos encontravamos. Os primeiros a passar, terão sido o Pedro e o Manuel Sousa, que até são habituais participantes no cortejo.

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Logo a seguir e inseridos no mesmo quadro, passavam o Paulo e o Lima.

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Inseridos no mesmo quadro, seguioam outros Afifenses, a Margarete Couto e colegas.

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Seguiam-se o Manuel Domingos, o Lisboa e o João.

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O Luis São João, que é um habitual participante, com a Laura e outro elemento que não, sabemos o nome, este ano a viagem foi mesmo a pé, ao contrario de outros anos.

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O Antonio Neiva, que não conseguimos fotografar, estava inserido no carro que mostrava o elevador de Santa Luzia, até porque o cortejo historico, evocava precisamente os 60 anos da inauguração do templo de Santa Luzia.

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Tambem o casal, Ferreira da Silva, uma vez mais marcou presença, na parte etnografia.

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O Mar, foi outros dos quadros onde Afife marcou presença, com a apanha do argaço a marcar presença, com os redenhos e o chamado fato do mar do folclore Afifense.

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Outra representação de Afife, foi os fatos de trabalho, como o fato de ir a erva, onde varias pessoas marcaram presença.

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O Jorge, tratorista da freguesia, tambem esteve presente, transportou  o carro com o moinho de vento, onde colaborou o Arlindo e a Daniela, neste quadro.

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Seguiam-se mais quatro Afifenses, com os fatos de trabalho.

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O Rogerio, tambem foi a puchar aos foles da concertina.

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