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AFIFE DIGIT@L jornal on-line de Afife

NOTICIAS LOCAIS E REGIONAIS ACTUALIZADAS SEMANALMENTE AOS SÁBADOS ÀS 21h30 ........ e-mail: afifenoticias@sapo.pt

ASSOCIAÇÃO DE PROTECÇÃO E CONSERVAÇÃO DO AMBIENTE – APCA
Fundada em 13 de Setembro de 2001 Contribuinte 505775620
Telemo. 919842173 / 960473266 - Email : apca.ambiente@sapo.pt
CAMINHO DO CRUZEIRO Nº 90 ------------------- 4900-012 A F I FE

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ASSOCIAÇÃO DE PROTECÇÃO E CONSERVAÇÃO DO AMBIENTE – APCA

Fundada em 13 de Setembro de 2001                     Contribuinte      505775620

Telefone / Fax : 258 981888 - Telemóvel 919842173  -  Email : apca.ambiente@sapo.pt

CAMINHO DO CRUZEIRO  Nº 90            -------------------             4900-012   A F I FE

 

NOTA DE IMPRENSA

 

Garças boieiras na Veiga de Areosa

 

 

Nos últimos meses a APCA - Associação de Protecção e Conservação do Ambiente, no âmbito das actividades de monitorização dos Habitats do Litoral Minhoto, tem observado e registado a presença de diversas aves pouco habituais ou mesmo raras nestas paragens, particularmente, na Área de Emparcelamento das Veigas de Afife, Carreço e Areosa. Entre as aves observadas destaca-se a presença, nos últimos três meses, de seis gansos de faces brancas (Branta leucopsis), na Veiga de Afife e bandos de garças boieiras (Bubulcus ibis) na Veiga de Areosa.

Salienta-se que o ganso de faces brancas (Branta leucopsis) é oriundo do árctico caracterizando-se pela combinação de branco, preto e cinzento na plumagem. Apresenta patas e bico pretos, enquanto que a face é branca, com tonalidades beges, o pescoço e o peito pretos e os flancos cinzentos. Esta espécie no inverno, habitualmente, fica pela latitude da Irlanda / Escócia ou Alemanha / Holanda, sendo muito rara a sua presença na nossa latitude. Salienta-se que durante um longo período, os seis exemplares mantiveram-se na freguesia de Afife, deslocando-se ao longo do dia entre os prados da Veiga das Cangosas e a Foz do Rio de Afife. Assinala-se que a última observação de um ganso de faces brancas na região ocorreu no dia 24 de Novembro de 2002, no estuário do Minho.

Os registos demonstram que a garça-boieira (Bubulcus ibis) raramente era observada entre os rios Minho e Douro, todavia nos últimos dois anos, particularmente, nos últimos meses tem sido possível observar diversos bandos desta espécie na Veiga de Areosa. Trata-se de uma garça de média dimensão, com a plumagem quase totalmente branca, com manchas alaranjadas no dorso e na coroa, sobretudo durante a época de reprodução. As patas são pretas, tornando-se alaranjadas na época de criação e o bico é amarelo, passando a alaranjado na Primavera. Durante a época dos ninhos ocorre principalmente a sul do Tejo e na Beira Baixa, observando-se as maiores concentrações nas zonas das colónias, mas a partir do final do Verão, de acordo com os registos, pode ser observada com bastante frequência na Beira Litoral e, ocasionalmente, no norte do país até ao rio Douro. No sul de Portugal é a mais terrestre de todas as garças, surgindo muitas vezes longe de água, associada ao gado bovino, equino e ovino ou acompanhando as máquinas agrícolas, trata-se de uma fiel acompanhante do gado bovino, podendo ser vista com frequência nos campos, procurando alimento entre aqueles animais.

Entendeu-se por bem fazer este comunicado devido a diversas pessoas terem contactado a APCA no sentido de nos alertarem para a presença das aludidas aves, aproveitando-se a oportunidade para agradecer esta preciosa colaboração, mas também para alertar os organismos competentes, em razão do lugar e da matéria, para a importância da salvaguarda e protecção destes habitats litorâneos, concretamente no que concerne à interdição da caça e controlo de actividades, uso e ocupação do solo que possam implicar a degradação ou destruição destes habitats. Salienta-se, ainda, a importância destas observações enquanto indicadores biológicos relativamente a alterações climáticas em curso.

 

Afife, 12 de Fevereiro de 2009                                                        

   A  Direcção da APCA


 


NOTA DE IMPRENSA

Dia da Floresta, se cada cidadão cumprir as suas obrigações!

Na comemoração do Dia da Floresta a Associação de Protecção e Conservação do Ambiente – APCA, não pode deixar de salientar o estado calamitoso em que se encontra a Floresta do Alto Minho. Está na memória de todos o ano de 2005, no Alto Minho, particularmente no concelho de Viana do Castelo, em que ardeu cerca de 70% dos 12978 hectares da área florestal deste concelho, ou seja, um terço da área total deste município. Considerando os milhões de euros investidos, na última década, concretamente na Serra de Santa Luzia, impunha-se conhecer o porquê do sucedido, como salvaguarda do futuro e prestação de contas sobre a aplicação dos dinheiros públicos. Muitas reuniões e tal como é já habitual ficou tudo na mesma, com umas operações de “cosmética florestal” nos sítios mais visíveis, para que não digam que nada foi feito, mas sem que se vislumbre uma visão integrada.
Na verdade, em 2005 foram registados no Alto Minho 2426 incêndios, de que resultou a combustão de 15439 hectares de povoamentos e 11629 hectares de matos, portanto um total de 27068 hectares que representa cerca de 35% da área total florestal do Alto Minho. Note-se que cerca de 30% da área total ardida no Alto Minho teve lugar no concelho de Viana do Castelo, o que evidencia que porventura não será com o tipo de investimentos efectuados nos últimos anos, que se consegue debelar ou pelo menos minimizar o dizimar cíclico do Alto Minho pelos incêndios, salientando-se que em 2005 a área ardida no concelho de Viana do Castelo mais que duplicou os valores de 1998, em que arderam 4048,47 hectares. A manter-se tudo na mesma, e considerando as linhas de tendência reveladas pelas séries estatísticas existentes para este espaço territorial, estaremos porventura em 2011 / 2012, novamente a lamentar a área ardida.
A floresta do Alto Minho não precisa de mais diagnósticos, os existentes já são mais que suficientes. Não precisa de mais gabinetes ou comissões que se repetem e sobrepõem-se nas suas tarefas. A floresta do Alto Minho precisa de acções concretas, que de uma forma estruturada e planeada definam e calendarizem o tipo de floresta que melhor se adequa ao desenvolvimento auto-sustentado do Alto Minho e a sua gestão integrada.
Genericamente a floresta do Alto Minho necessita que cada organismo desempenhe as competências e atribuições que a lei vigente lhes confere, sem sobreposições ou competições descabidas e inaceitáveis. Estamos certos que a floresta não precisa de competições de organismos para saber “quem manda mais” ou consegue captar mais fundos comunitários para se auto-sustentarem. A floresta precisa apenas de um organismo da administração central ou regional, que coordene e fiscalize as acções de produção, exploração, conservação e gestão da floresta, que por sua vez são incumbências e responsabilidades dos proprietários da floresta.


O Estado, através da administração pública (central, regional ou local), apenas tem que definir regras e exigir que os titulares da floresta as cumpram. Por exemplo a Serra de Santa Luzia é 99,99% privada, seria moralmente e juridicamente correcto um determinado organismo da administração central, regional ou local investir milhares de euros numa determinada parcela florestal de um dado proprietário privado desta serra, substituindo-se a este nas suas obrigações legais? Levantava-se de imediato, entre outras questões, quais foram os princípios legais em que assentou a escolha daquele proprietário para ser beneficiado, já que vai usufruir de um investimento de um determinado organismo da administração (central, regional ou local) com dinheiros do erário público? Não estaremos perante práticas de duvidosa legalidade?
O hipotético organismo da administração pública se efectivamente pretende investir na aludida parcela florestal, por razões, por exemplo de ordem paisagística, ou adquire a parcela ao seu legítimo proprietário ou estabelece com este uma relação contratual, em que obviamente o interesse público não pode ser prejudicado. Não obstante, entendemos que a intervenção da administração central, regional e local, no âmbito da floresta, deve cingir-se única e simplesmente à orientação, fiscalização e criação de incentivos (fiscais, financeiros, etc.) com vista a que os proprietários florestais se associem e efectuem através de estruturas adequadas (ZIF’s), a gestão do património privado em causa, considerando também o interesse público subjacente ao mesmo.
É unânime a opinião de que a Floresta do Alto Minho é um dos recursos renováveis mais importantes no desenvolvimento da região, porém para que tal se concretize, na perspectiva da APCA, torna-se necessário resolver urgentemente os seguintes problemas:
- Adequar a nossa floresta às alterações climáticas em curso;
- Parcelamento, dispersão e abandono das explorações florestais;
- Sucessivo abandono das práticas culturais ligadas ao ciclo de estrumação das terras / recolha do mato (despovoamento humano / migração e abandono das explorações agrícolas);
- Deficientes limpeza e intervenção cultural dos povoamentos, que acumulam matéria combustível no sub-bosque, que facilita a propagação de incêndios. Entre outras medidas incrementar-se o aproveitamento energético da biomassa florestal;
- Monoespecificidade e continuidade dos povoamentos de pinheiro bravo, insuficiência ou inadequação da rede viária e divisional instalada;
- Aumento das áreas de matos / incultos, por destruição dos povoamentos;
- Expansão de infestantes, concretamente da Acacia longifolia, a partir dos sistemas dunares compreendidos entre os rios Minho e Neiva.
As acções pontuais por muito louváveis que sejam nunca deixarão de ser um mero paliativo, impondo-se acções concretas se queremos ter um Alto Minho com um desenvolvimento florestal auto-sustentado.

 


Afife, 21 de Março de 2008
A Direcção da APCA

 

 

a APCA, associação ambientalista de Afife, fez a recolha de dados biometricos de mais um golfinho que nos ultimos dias veio dar á costa em Afife

 

14-02-08

 

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