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DEGUSTAÇÃO EM MONTALEGRE

por afifenoticias, em 26.04.08

COZIDO À TRASMONTANA, SÓ PARA HOMENS

       
Foram muitos os Afifenses que uma vez mais, rumaram até terras Trasmontanas de Montalegre, para a degustação de um cozido á moda da terra e regado com o vinho caseiro da região. Este ano foram menos os participantes que na edição anterior, mas mesmo assim tudo correu dentro de um convívio salutar, num dia de autentico Inverno e com as temperaturas de bater o dente, habituais daquelas paragens por esta altura do ano
.

                        

A organização pertenceu este ano, ao Tomas Poço e ao José Luís, embora o Silvestre Sampaio, tenha dado uma ajudinha. Assim numa manhã de chuva, lá partiu o autocarro com um ligeiro atraso em relação ao previsto, parando apenas para meter agua, porque o cozido esperava em Padornelos, aldeia típica do Barroso. A paragem mais prolongada aconteceu já em Montalegre, para fazer compras, porque os produtos regionais são apreciados e tem qualidade.

                    

Depois foi a viagem até Padornelos, mais propriamente à Casa de Padornelos, que faz parte da rede de tabernas do Alto Tâmega, precisamente o local da degustação. Aqui é numa aldeia que tem pouco mais de 90 habitantes e mantêm os seus traços primitivos e onde a instalação da casa da Junta foi feita pelo Tomas Poço, viu-se a neve a cair, sentiu-se o frio da serra e apenas a chuva era igual à do Minho.

                        

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Com frio e chuva à mistura, o calor do fogareiro, era o mais procurado, enquanto não saia o cozido que se preparava na cozinha, por gente conhecedora da gastronomia local e até os da casa não dispensavam o calor da fogueira que aquecia o pote utilizado na confecção da comida.

             

Antes de ser servida a refeição, ainda deu tempo de dar uma espreitadela, pelos trabalhos de culinaria que decorriam na cozinha. È que aqui trabalhava-se para que à hora marcada tudo estivesse na mesa e as travessas já começavam a ganhar forma.

           

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Começa então a degustação, até porque a viagem, embora feita de autocarro, fez fome e o cozido à moda de Tras-os-Montes estava ali mesmo em frente.

         

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O Tomas Pinto, conhecedor destas terras, em conversa com o  senhor  Ricardo, proprietario do local onde decorreu a degustação "e presidente da Junta desde o 25 de Abril, mas o de 1974," conversavam sobre a proxima candidatura autarquica, até porque tem tido sempre,  cem por cento dos votos da população local.

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Enquanto era colocada a conversa em dia, para ganhar energias para mais uma dose, porque o vinho, segundo o propprietario era para se beber senão estraga-se.

                              

Acabada a degustação, era tempo de conhecer a aldeia, embora o relogio local não marcasse as horas, porque este é de sol e o tempo estava de chuva, mas lá foram todos conhecer o velho casario em granito e as maquinas fartaram-se de fotografar.

                                

Foi dado a conhecer um pouco da aldeia, em que Silvestre Sampaio, foi explicando, pois tem conhecimentos profundos  da historia e da vida da população daquelas paragens, mostrando o forno comunitario, ainda em uso e com a particularidade de o telhado ser em granito.

                    

Foi apreciado o tipo de construção local, toda em pedra e uma outra particularidade, é que os fechos das portas são do lado exterior.

                            

Já no final da visita e quase sempre de guarda  chuva na mão, porque a chuva não havia maneira de parar, foi tempo de visitar a casa das violas, quero dizer dos presuntos do senhor Ricardo, com visita guiada pelo Silvestre Sampaio e Tomas Poço, onde todos ficaram admirados com a quantidade de instrumentos, que davam para uma autentica sinfonia, ou quer dizer merenda.

                      

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Por fim foi dado a conhecer o local da aldeia onde se prendia o boi de cubrição, que era ali perto da Capela e onde alguns não resistiram em tocar ao sino.

                                                        

Assim finalizou o convivio deste ano, onde só homens podem  participar e certamente que muitos ficaram com a vontade  de ir até terras do Barroso, mas para o ano há mais e certamente que muitos mais possam participar. Assim enviamos  esta reportagem para que muitos dos emigrantes Afifenses que nos consultam em muitos Paises do mundo, porque certamente num futuro e quando estiverem pela sua terra natal, tambem possam participar, mesmo os que estão mais longe , como a famila do Jose Santo que ainda esta semana nos contactou e segue as noticias da sua terra na bem distante Australia, entre muitos outros Países.

Por incrivel que pareça, numa aldeia cheia de coisas originais, até se viu um enorme rebanho de cabras, mas não é que ninguem conseguiu apanhar uma só.

                                      

E passaram tantas.

E vacas com brincos, quando iam para a discoteca.

.

             26  de ABRIL  de  2008

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publicado às 22:14



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