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   APCA ALERTA PARA PROBLEMAS DA FLORESTA


 

 


A APCA., associação ambientalista de Afife, aproveitou o Dia da Floresta para alertar para o estado calamitoso em que se encontra a floresta do Alto Minho e referem que está em memoria de todos o ano de 2005, em que só no Concelho de Viana do Castelo ardeu 70% dos 12978 hectares da área florestal deste Concelho, ou seja um terço da área total deste município. A APCA vai mais longe e refere que impunha-se conhecer o porque do sucedido, considerando que foram investidos milhões na ultima década na serra de Santa Luzia. Para os ambientalistas a floresta não precisa de mais diagnósticos e consideram que os existentes já são suficientes, nem precisa de mais gabinetes ou comissões, mas sim de acções concretas que de forma estruturada e planeada definam e calendarizem o tipo de floresta que melhor se adequa ao desenvolvimento auto-sustentado do Alto Minho.
Diz a APCA, que a floresta precisa apenas de um organismo da administração central ou regional, que coordene e fiscalize as acções de produção, exploração, conservação e gestão da floresta, que por sua vez são incumbências e responsabilidades dos proprietários da floresta.
A APCA considera que é unânime a opinião que a floresta do Alto Minho é um dos recursos renováveis mais importante no desenvolvimento da Região, mas para que tal se concretize torna-se necessário resolver alguns problemas, como adequar a floresta às alterações climáticas em curso. Parcelamento dispersão e abandono das explorações florestais. Sucessivo abandono das praticas culturais ligadas ao ciclo da estrumação. Deficientes limpezas e a expansão de infestantes, concretamente da acácia, a partir dos sistemas dunares compreendidos entre-os-rios Minho e Neiva.
Ainda consideram que as acções pontuais por muito louváveis que sejam, nunca deixarão de ser um mero paliativo, impondo-se acções concretas para ter no Alto Minho, um desenvolvimento florestal auto-sustentado.

                                23   de MARÇO  de 2008


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