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AFIFE DIGIT@L jornal on-line de Afife

NOTICIAS LOCAIS E REGIONAIS ACTUALIZADAS SEMANALMENTE AOS SÁBADOS ÀS 21h30 ........ e-mail: afifenoticias@sapo.pt

 O JUDAS  FOI QUEIMADO EM NOITE DE FRIO

                                  


Tal como manda a tradição, o Judas foi queimado na forca colocada junto à Mesa do Cruzeiro, juntamente com a saca dos trinta dinheiros, mas antes deixou para ser lido o testamento, afim de arreliar umas quantas pessoas e entidades locais. A tradição que foi recuperada e tem sido mantida pelo NAIAA , acontece sempre ao sábado de Aleluia e depois de acabar a Missa na Igreja Paroquial. A princípio a tradição era iniciada ao meio-dia, onde as pessoas se juntavam em redor da Mesa do Cruzeiro para presenciarem o enforcamento que ali ficava pendurado na forca até à leitura do testamento e a queima, acto sempre muito participado. Agora as coisas são um pouco diferentes, já que a forca, essa foi colocada antes do meio dia, mas o Judas só foi colocado instantes antes de ser queimado, tudo porque há tempos a esta parte começaram a roubar o boneco, numa acção reprovável e a organização tinha que fazer outro para na altura certa ser queimado. Este facto veio a tirar um pouco do tradicionalismo a este costume que foi trazido para a Freguesia, por um senhor morador no Lugar do Cruzeiro que era do Porto “o Senhor Bandeira” e que recolheu esta tradição na cidade Invicta em finais dos anos 60, inícios de 70.

Assim este ano a forca foi colocada ainda da parte da manhã embora o tempo fazia prever chuva e vento forte, mas as coisa lá se foram compondo.

 

À noite enquanto uns foram para a Missa, outros ficaram pelo café a ver o Sporting perder a Taça e a fazerem tempo para verem o Judas a arder em noite fria. Já pouco faltava para as onze da noite, quando o cerimonial se iniciou, vai daí que aparecem os organizadores com o Judas debaixo do braço e lá foi colocado na forca improvisada para

o efeito.

              

O testamento começou a ser lido na presença de muitos encolhidos pelo frio, mas com muita atenção aquilo que em jeito de rima galhofeira era pronunciado para a risota dom pessoal, que mesmo de vela na mão e muita atenção seguiam tal como o Manuel Domingos.

                     

 

Enquanto que no alto da escadaria do Cruzeiro nada ficava ao acaso e porque tudo estava a ser gravada ao pormenor.

            

Até o António Barbosa que directamente de Andorra, não quis perder a tradição, j á que ele foi igualmente e durante muitos anos um dos organizadores desta e de outras tradições Afifenses , agora até filmou para mais tarde recordar.

               

Finalizado o palavreado do testamento e depois de muitos roerem as unhas, lá se teve que atirar fogo à peça, que neste caso até era o Judas. Em outros tempos era utilizada a palha para queimar o Judas, mas em tempos de gasolina barata, este combustível foi o escolhido para atear a fogueira e assim se iniciou o incêndio .

                            

Só que a corda era frágil e ardeu primeiro que o Judas e este caiu mesmo de joelhos a pedir perdão pelos pecados cometidos.

               

Depois de tudo consumido pela fogueira que ainda deu para aquecer as mãos, foi altura de deixar tudo como estava, feita a limpeza do local, foi altura de regressar a casa que embora o frio que se fez sentir, ainda foram muitos aqueles mais resistentes que não quiseram perder nada da tradição.

 

                          29- de MARÇO - de  2008

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