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NOTICIAS LOCAIS E REGIONAIS ACTUALIZADAS SEMANALMENTE AOS SÁBADOS ÀS 21h30 ........ e-mail: afifenoticias@sapo.pt

     GRUPOS DE FOLCLORE DO ALTO MINHO, REUNIRAM-SE EM CARREÇO.       

 

Mais de uma centenas de jovens que integram 17 dos grupos de folclore presentes do concelho de Viana e o  de Gondar  no concelho de Caminha, estiveram, presentes na Sociedade de Instrução e Recreio de Carreço, onde decorreram as Jornadas de Reflexão da Associação dos Grupos de Folclore do Alto Minho, em que o tema principal foi,  A actualidade e o futuro do Movimento da “Cultura Tradicional”, na perspectiva dos mais jovens. Para onde caminhamos?., este ano  com o secretariado a pertencer ao Grupo Folclorico de Danças e Cantares de Carreço.

 As Jornadas consistiram, essencialmente, na realização de dois workshops que visavam, num primeiro momento, fazer a análise do funcionamento interno dos grupos folclóricos, através do balanço da sua actividade, reflectindo sobre os pontos fortes e os pontos fracos, e sobre as oportunidades e as ameaças que o contexto, isto é, o ambiente externo em que essas associações se movem lhes proporciona ou lhes apresenta como barreiras à sua actividade. A partir de uma ferramenta como modelo SWOT, utilizado nos mais diversificados contextos, fez-se o diagnóstico da actividade dos grupos.

Num segundo momento e a partir do balanço efectuado pelos grupos de trabalho, realizou-se um segundo workshop, através do qual se pretendia definir objectivos estratégicos que visassem traçar uma intervenção concertada com metas definidas.

Os grupos concluíram que  é necessário, aumentar a autonomia, organizar exposições e eventos para a comunidade, potenciar convívios, criar eventos como os feirões, o cantar das Janeiras,  criar um dia do Folclore do Alto Minho, promover as Jornadas do Folclore e criar espetaculos, são só algumas das conclusões que foram aprovadas.

A partir das conclusões dos grupos de trabalho apresentadas em plenário, os convidados, nomeadamente,  Maria José Guerreiro, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Rui Sérgio, Director de Departamento do Teatro da Trindade e  Carla Raposeira, Representante do INATEL usaram da palavra para responder a algumas das preocupações dos elementos das várias associações culturais presentes. Assim, a Vereadora da Cultura destacou que se assiste, hoje, a uma mudança de paradigma que implica, na sua opinião, uma participação conjunta de todos, neste caso, uma participação dos grupos folclóricos para que, em conjunto, equacionem metas e estratégias para as atingir, em prol de um bem comum que proporcione a todos uma dignificação e engrandecimento a uma maior escala. Congratulou-se e parabenizou os presentes pela realização e participação nestas jornadas, dada a presença de 17 grupos folclóricos do concelho de Viana do Castelo (Carreço, Castelo de Neiva, Chafé, Vale do Neiva, Alvarães, Barroselas, Viana do Castelo, Areosa, Vila Nova de Anha, Serreleis, Meadela, Cardielos e Perre) e o Grupo Folclórico das Lavradeiras de Gondar.

Por sua vez, Rui Sérgio destacou três pontos essenciais. Segundo ele, representar é criar um espectáculo cujo objectivo é chegar ao público e criar nele emoção e significado, o que implica cuidados específicos na sua preparação e apresentação, pelo que a representação do folclore não pode continuar a ser feita como tem sido até hoje.

Carla Raposeira, na sua intervenção referiu, entre outros assuntos, que o INATEL apoia a cultura e destacou-se que setenta por cento do seu orçamento está previsto para a formação. Nesse âmbito, salientou que vai ser lançado o programa “Formar” que visa convidar todas as associações a apresentarem projectos formativos de curta duração.

Em forma de encerramento dos trabalhos, o Presidente da AGFAM, Alberto Rego, reconheceu a importância da realização destas jornadas pelos temas trabalhados e pelo interesse e empenho demonstrados por todos os grupos folclóricos ao participarem neste evento que proporcionará, certamente, daqui em diante, novas formas de actuação e de intervenção na área do Folclore.

 

07-05-11

ANI

 

 

CONCLUSÔES  FINAIS:

 

 

 

Jornadas de Reflexão da AGFAM

A actualidade e o futuro do Movimento da "Cultura Tradicional",

na perspectiva dos mais jovens.

Para onde caminhamos?

No passado dia 30 de Abril, pelas 10.30 horas, deram-se início aos trabalhos relativos às Jornadas de Reflexão da Associação de Grupos Folclóricos do Alto-Minho, subordinadas ao tema, "

A actualidade o futuro do Movimento da "Cultura Tradicional", na perspectiva dos mais jovens. Para onde caminhamos?", que decorreram, este ano, na Sociedade de Instrução e Recreio de Carreço, visto que o secretariado do evento era da responsabilidade do Grupo Folclórico e Cultural Danças e Cantares de Carreço.

Num primeiro momento, isto é, da parte da manhã, as Jornadas consistiram, essencialmente, na realização de dois workshops que visavam, num primeiro momento, fazer a análise do funcionamento interno dos grupos folclóricos, através do balanço da sua actividade, reflectindo sobre os pontos fortes e os pontos fracos, e sobre as oportunidades e as ameaças que o contexto, isto é, o ambiente externo em que essas associações se movem lhes proporciona ou lhes apresenta como barreiras à sua actividade. A partir de uma ferramenta como modelo SWOT, utilizado nos mais diversificados contextos, fez-se o diagnóstico da actividade dos grupos.

Num segundo momento e a partir do balanço efectuado pelos grupos de trabalho, realizou-se um segundo workshop, através do qual se pretendia definir objectivos estratégicos que visassem traçar uma intervenção concertada com metas definidas.

Assim, os grupos chegaram às seguintes conclusões e traçaram as seguintes estratégias de intervenção para os pontos relativos ao ambiente interno e externo, como o demonstra os quadros seguintes:

Análise SWOT

Ambiente Interno

 

Pontos fortes

-

existência de uma sede.

Pontos fracos

-reduzidos meios financeiros das associações.

Ambiente Externo

 

Oportunidades

-utilização dos novos meios de comunicação.

-Aumentar a autonomia.

-Rentabilizar o espaço para outros fins.

-Receber e acolher grupos.

-Organizar exposições e eventos para a comunidade.

-Potenciar o convívio entre os elementos.

-Promover a associação a nível mundial.

-Proporcionar novos contactos para futuras deslocações e intercâmbios.

-Motivar, integrar e envolver a comunidade no Folclore (jovens).

-Criar sites para divulgação.

-Possibilitar o acompanhamento das actividades.

-Criar eventos, como feirões, torneios, cantar as janeiras.

-Criar artigos diversos para venda.

-Distribuir os apoios estatais em função da sua actividade.

Ameaças

-preservar a cultura tradicional dos efeitos da globalização.

-papel do poder estatal no apoio e na dignificação da associação

-Criar um "Dia do Folclore do Alto-Minho".

-Promover regularmente as Jornadas de Folclore;

-Registar as várias artes: compilação em vários suportes (legado bibliográfico e multimédia).

-Promover acções de sensibilização nas escolas.

-Criar/ceder infra-estruturas para promoção da actividade Folclórica.

-Criar mais espectáculos.

-Integrar o Folclore no Ministério da cultura.

-Promover o diálogo e cooperação entre as entidades oficiais / autarquias.

-Promover o Folclore junto do Ministério da Cultura.

-Criar exposições.

-------------------------

.............................

-

 

2

Análise SWOT

Ambiente Interno

 

Pontos fortes

-

convívio entre os membros da associação

Pontos fracos

-critérios de qualidade, autenticidade e rigor na divulgação das tradições

Ambiente Externo

 

Oportunidades

-

 

existência de escolas de folclore e de instrumentos tradicionais

-Promover um bom ambiente.

-Realização de workshops para preparar a representação (trajar, ourar, dançar).

-Captar novos elementos.

-Auxiliar na polivalência dos elementos do grupo.

-Promover a formação dos elementos ao nível musical.

-Captar e motivar os jovens.

-Aumentar a qualidade da formação dos elementos do grupo.

-Enfatizar a importância da música.

-Incentivar e potenciar o interesse das gerações vindouras.

-Criar uma escola de Folclore e elevá-la ao estatuto de academia.

-Preservar, com rigor, os trajes de acordo com a tradição da região e o ourar.

-Registar a patente do traje, da música e do canto específicos de cada grupo.

-Promover, através da AGFAM, maior divulgação dos espectáculos pelos vários

media e proximidade entre os grupos e estes.

-Criar um regulamento interno.

-Promover uma melhor formação do director artístico.

Ameaças

-evolução das associações sem desvirtuar o legado cultural

.

-Promover mais fóruns e jornadas de discussão.

-Promover espectáculos, modernizando-os.

-Criar Workshops para o público em geral.

-Certificar o traje.

-Apelar a uma maior intervenção das entidades oficiais.

-Promover um maior debate entre os grupos.

 

Ambiente Interno

Pontos fortes

-experiência dos mais velhos aliada à inovação dos mais novos.

 

Pontos fracos

-

a não assumpção de cargos de direcção por parte dos mais novos.

Ambiente Externo

Oportunidades

-Internacionalização da associação

 

-Aliar a experiência dos mais velhos com as ideias dos mais novos.

-Convidar antigos elementos da direcção para partilhar a sua experiência.

-Integrar os jovens na direcção: direcção equilibrada.

-Convidar os mais velhos da freguesia para tertúlias e conversas.

-Aumentar o prestígio da associação.

-Inovar os espectáculos.

-Promover intercâmbios.

-Captar mais jovens.

-Continuidade do Festival Internacional do Alto-Minho.

-Criar mais eventos no âmbito do FIAM para maior envolvimento entre os grupos.

 

-Integrar os elementos mais jovens nas reuniões de direcção.

-Promover a mudança de atitude dos mais velhos, incluindo corpos directivos, em relação aos mais novos.

-Criar workshops na área da gestão e empreendedorismo.

-Transmitir conhecimento e experiência aos mais novos.

-Promover uma maior participação activa entre a direcção e os restantes elementos da associação.

 

Ameaças

-desmotivação dos jovens para integrar as associações folclóricas

 

-Convidar D.J. para criar uma nova moda para cativar os jovens.

-Convidar amigos para assistir aos ensaios.

-Criar workshops de Dança/Música nos grupos.

-Criar protocolos com escolas para inserção do Folclore

 

A partir das conclusões dos grupos de trabalho apresentadas em plenário, já na parte da tarde, os convidados, nomeadamente, a Drª Maria José Guerreiro, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo, o Dr. Rui Sérgio, Director de Departamento do Teatro da Trindade e a Drª Carla Raposeira, Representante do INATEL usaram da palavra para responder a algumas das preocupações dos elementos das várias associações culturais presentes.

Assim, a Vereadora da Cultura destacou que se assiste, hoje, a uma mudança de paradigma que implica, na sua opinião, uma participação conjunta de todos, neste caso, uma participação dos grupos folclóricos para que, em conjunto, equacionem metas e estratégias para as atingir, em prol de um bem comum que proporcione a todos uma dignificação e engrandecimento a uma maior escala. Congratulou-se e parabenizou os presentes pela realização e participação nestas jornadas, dada a presença de 17 grupos folclóricos do concelho de Viana do Castelo (Carreço, Castelo de Neiva, Chafé, Vale do Neiva, Alvarães, Barroselas, Viana do Castelo, Areosa, Vila Nova de Anha, Serreleis, Meadela, Cardielos e Perre) e o Grupo Folclórico das Lavradeiras de Gondar.

Em segundo lugar, referiu que Folclore é representação, pois, hoje, os jovens não vivem a realidade que sustenta as tradições, mas têm de representar fielmente, com rigor e autenticidade, as cenas do quotidiano legado pelos seus antepassados, isto é, pela cultura popular.

Terminou a sua intervenção, lançando alguns desafios, nomeadamente, a realização de um ou dois eventos anuais que impliquem a participação concertada dos grupos folclóricos para promover o concelho a uma maior escala, em vez de se realizar vários eventos menores; a criação de um site da Região do Alto-Minho em que haja informação relativa a todos os grupos folclóricos; a promoção de uma maior partilha dos espaços existentes em prol de uma actividade conjunta e concertada das diversas associações; e finalmente, a estruturação de um evento de Janeiras com outra dinâmica, para promover este tipo de iniciativa a nível regional e nacional, porque suscita muito interesse por parte de quem nos visita e desconhece esta tradição.

Por sua vez, o Dr. Rui Sérgio destacou três pontos essenciais. Segundo ele, representar é criar um espectáculo cujo objectivo é chegar ao público e criar nele emoção e significado, o que implica cuidados específicos na sua preparação e apresentação, pelo que a representação do folclore não pode continuar a ser feita como tem sido até hoje. Por outro lado, referiu que o património é tudo aquilo que é posto em prática, ou seja, que tem uma dimensão viva, activa e dinâmica, e não um conjunto de registos que pertencem a um arquivo, e, por isso, assume-se como estático e estagnado. Por último, e no atinente ao tema da globalização, referiu que esta é equacionada como uma ameaça em relação à perpetuação das tradições, mas, ao mesmo tempo, apresenta vantagens, visto que todos os grupos tiram partido delas em prol de uma maior promoção e divulgação da sua actividade. Sustenta, por isso, que o que é preciso é que os grupos, na sua prática, se adaptem a esta nova realidade, sendo necessário integrar a modernidade na tradição.

Quanto à intervenção da Dr.ª Carla Raposeira, foi referido, entre outros assuntos, que o INATEL apoia a cultura e destacou-se que setenta por cento do seu orçamento está previsto para a formação. Nesse âmbito, salientou que vai ser lançado o programa "Formar" que visa convidar todas as associações a apresentarem projectos formativos de curta duração.

Em forma de encerramento dos trabalhos, o Presidente da AGFAM, Alberto Rego, reconheceu a importância da realização destas jornadas pelos temas trabalhados e pelo interesse e empenho demonstrados por todos os grupos folclóricos ao participarem neste evento que proporcionará, certamente, daqui em diante, novas formas de actuação e de intervenção na área do Folclore.

Carreço, 01 de Maio de 2011

Isabel Martins

Grupo Folclórico e Cultural Danças e Cantares de Carreço

Secretariado das Jornadas de Reflexão da AGFAM

 

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