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entrevista

por afifenoticias, em 26.11.11

            TELEVISÃO DIGITAL, FOI O TEMA DE MAIS UMA ENTREVISTA DA RADIO.       

      

A entrevista desta semana  da Radio Popular Afifense, versou sobre a televisão digital terrestre e a receção do sinal, que vai ser por via terrestre, ou através de satélite, com equipamento que terá que ser adquirido na telecom e que custa cerca de 90 euros.

O painel de convidados, foram, Abilio Azevedo, técnico de electrónica e profundo conhecedor da distribuição do sinal digital, tanto em Portugal,como na Galiza. Paulo Barroso, tecnico  na instalação de sistemas de digitais e analógicos de televisão, tanto terrestre, como por satélite, Arlindo Sobral,presidente da junta de freguesia de Afife e Manuel Marques, presidente da junta de freguesia de Vila Praia de Ancora.

O tema começou com a intervenção de Abilio Azevedo,que começou por esclarecer que os concelhos de Viana e Caminha, vão ter dificuldades acrescidas em sintonizar os seus televisores em sistema digital, a partir do sinal via terrestre, pois a falta de retransmissores e com a desactivação do retransmissor de Carreço, vai transformar muitas áreas,em zonas de sombra, ou seja locais onde o sinal não vai ser suficiente,para que os televisores possam captar as emissões,neste caso dos quatro canais Portugueses, porque os Espanhóis, até já chegam até nos,com 40 canais, quatro dos quais em alta definição. Considera que o equipamento via satélite, vai ser o único que vai servir,muita da população da nossa região e do norte do País.

Via telefone, foi encetado contacto com Flamiano Martins,vereador da Câmara de Caminha,que  questionado referenciou que a câmara estás solidária com a população que vai ficar prejudicada com esta nova tecnologia, que torna difícil o acesso ao sinal, a não ser por meios mais dispendiosos. Salientou que o assunto está a ser seguido pela CIM do alto Minho e salienta que podem ser tomadas outras posições, em conjunto com  outras autarquias do alto Minho. A câmara e caso não seja feita a cobertura via terrestre, diz que não está disposta a fazer aquilo que  é a telecom que tem  a responsabilidade e obrigação de fazer chegar junto da população, mas caso falhem todas as situações por que se reclama, pode encontrar pensar uma solução.

Para Abilio Azevedo, na Galiza o sinal chega a toda a população, através da micro cobertura e não foi necessário a via satélite,considera ser um erro a não ativação para digital do retransmissor de Carreço, que serve bem uma faixa muito significativa da população a norte de Viana.

Em direto e via telefone,entrou no programa,o presidente da junta de Merufe,  uma freguesia do concelho de Monção, Marcio Alves diz que  Merufe é uma das muitas freguesias que não estão contempladas com o sinal digital e por tal fizeram já um abaixo assinado de protesto e a exigir o sinal terrestre,  este foi enviado a 11 entidades e neste momento estão a ponderar partir a rescisão de contratos com a telecom.

Esta situação está a ser equacionada seriamente, pelas freguesias do Vale do Mouro e mesmo pela própria câmara de Monção. Considera que a população ainda não está informada sobre o TDT, mas que vai começar a aperceber-se com o aproximar da altura em que o sinal analógico vai caminhando para o fim. Considerou que já foi equacionada a situação de poder ser colocado um retransmissor pelas autarquias para servir a população,mas tudo isto passa pela ANACOM e quando forem esgotadas todas as reivindicações da população e que não se verifiquem recuos por parte da telecom. Salienta que  é bem mais fácil o acesso da TDT Espanhola e referiu que é com grande facilidade de que a população capta os 40 canais da TDT Espanhola e por via terrestre. Considera inadmissível a situação verificada lado Português,dez que não vão parar com a luta, porque não querem Portugueses de primeira e de segunda e apelou a todas as autarquia a continuarem com a luta por um direito que assiste às populações.

Por sua vez, Arlindo Sobral, questionado  sobre o facto de ser a autarquia  Afifense  a primeira a levantar a situação, este referiu que  o alto minho é discriminado uma vez mais  perante esta situação e diz que fizeram já varias diligencias que não resultaram até ao momento, porque  a ANACOM diz que a cobertura é total, quando assim não acontece.

Considerou que  houveram muitas autarquias que por falta de conhecimentos não reagiram na devida altura e por tal a sua posição perdeu um pouco de força então, considera que  há falta de vontade  politica.

Salientou que a ANACOM pediu a colaboração das juntas de freguesia, para  a distribuição de panfletos sobre a TDT e deixou claro que não vai a sua autarquia andar a enganar as pessoas e por tal não colabora nessa  distribuição de informação e por isso que não contem com a sua autarquia e isso já havia dito aos responsável da telecom.

Para o presidente da junta de freguesia de Vila Praia de Ancora, Manuel Marques, é com  muita preocupação que estão a seguir este problema, porque nem todos podem adquirir o equipamento de satélite e alem disso não podem haver desigualdades e por tal não aceita que sejam sempre  os mesmos a pagar. Salientou o facto de agora a ANACOM pedir a colaboração das autarquias, mas diz que na altura em que foi feito o projeto, não  fizeram o mesmo, porque aí sim, é que era necessário ouvir para saberem a situação na realidade da nossa região.

Salientou que  a sua terra não vai fazer mais peditorios, para o pobrezinho que não é pobre,considera que pobre é a população, que em epoca de crise, não pode comprar  este equipamento, considera que não foi estudado o País e que consideraram os minhotos como Galegos e que o  concurso foi mal feito, assim há que responsabilizar os culpados.

Paulo Barroso , diz que a região sempre teve um mau sinal, agora diz que não tem senso nenhum que se venha a encerrar um retransmissor, como o de Carreço e que vai obrigar a que as pessoas venham a ter  que optar por um sistema dispendioso, como é o de recepção de satélite.

Deixou claro que a 12 de janeiro, vamos deixar de ver televisão e diz que é falta de vontade, porque  a transformação do retransmissor para digital, até nem sequer era assim tão dispendioso.

Para Manuel Marques, a situação da Galiza, era a mesma do nosso País, já que em termos geográficos a situação assemelha-se e aí  foi conseguida a cobertura total e que o mesmo sistema deveria ser seguido pelo nosso País.

Para Abílio Azevedo a conversão do retransmissor de Carreço para digital, custaria qualquer coisa como 30 mil euros, o que para a TELECOM, não seria uma exorbitância.

Manuel Marque, diz que  vai dar conhecimento à ANAFRE de tudo aquilo que foi retratado nesta entrevista, onde intervieram vários autarcas e Câmaras, para que o assunto possa ser levado a outras instancias,  para que não venha a cair no esquecimento

 

Assim é vincada a preocupação dos autarcas, embora já não acreditem muito que a telecom possa vir a recuar, mas prometem continuar a lutar e a tomarem posições, para conseguir que seja feita a  distribuição do sinal digital, via terrestre, que dizem ser um direito que as populações tem que ter acesso, tal como acontece na distribuição do sinal analógico. Agora e porque a esperança é a ultima a morrer, vão esperar que a situação possa ser resolvida, mas vão continuando a fazer ouvir a voz do descontentamento  das suas populações e quem sabe se não serão encontradas  outras formas de luta em conjunto,com aqueles que  ficaram na zona de sombra,que não são nada poucos.

 

 

Esta entrevista  contou com um painel de convidados, constituído por, Arlindo Sobral, presidente da junta de freguesia de Afife,  Manuel Marques, presidente da junta de freguesia de Vila Praia de Ancora, os técnicos da área, Abilio Azevedo e Paulo Barroso, ainda com a intervenção de Flamiano Martins, vereador da Câmara de Caminha e Márcio Araújo,presidente da junta de freguesia de Merufe, no concelho de Monção, foi conduzida por José Carlos Silva e com o apoio de Filipe Costa e Sónia Trindade.

 

26-112-11

ANI

com Filipe Costa

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publicado às 18:00



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