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Cerveira

por afifenoticias, em 07.01.12

                                                       

 

                           MUNICIPIO DE VILA NOVA DE CERVEIRA

                                     GABINETE DE COMUNICAÇÃO

 

 

 

 

ANTESTREIA DO FILME DE VICTORINO D’ALMEIDA RODADAO EM CERVEIRA ESTÁ MARCADA PARA O DIA 14

“O tempo e as bruxas”, a longa-metragem realizada por António Victorino d’Almeida e filmada no último Verão em Vila Nova de Cerveira, tem antestreia marcada para o próximo dia 14, no Cine-Teatro da Vila. Trata-se de uma hora e meia de história, que aposta nas imagens e nos diálogos, e que o realizador encara também como um desafio e uma inspiração em tempos de crise, porque “ter uma ideia, arranjar maneira de a concretizar, vê-la a chegar a outros, quer seja na música, nos filmes ou no teatro, é uma forma de inspirar as pessoas da mesma forma que nos inspiram a nós”.

 

VNC 03|01|12

 

Três décadas depois de se ter estreado na realização cinematográfica, como autor de “A Culpa”, o maestro regressa à sétima arte em Cerveira e com um filme peculiar. O primeiro filme de Victorino d’Almeida foi também o primeiro filme português a receber um primeiro prémio num festival Internacional do estrangeiro (Huelva, em 1980). Desde essa altura, o autor não voltou a fazer qualquer filme, sobretudo devido às exigências técnicas requeridas e aos custos elevados.

A evolução entretanto operada no mundo das tecnologias, relativamente aos meios envolvidos na realização cinematográfica e designadamente a qualidade que o vídeo de alta definição possui, permitiram ao maestro a lançar-se num novo desafio.

 

Toda a equipa está de parabéns

 

A ideia foi exposta ao município de Cerveira e mereceu o acolhimento imediato. O presidente, José Manuel Carpinteira, considera o projecto como uma “aposta ganha”, em que fica demonstrada, mais uma vez, a capacidade e o espírito empreendedor da população do concelho. Além disso, acrescenta o autarca, “a divulgação dos nossos espaços e das nossas paisagens, numa obra que terá, com toda a certeza, impacto internacional, só poderia contar com o nosso apoio e com o nosso entusiasmo”.

Diz ainda José Manuel Carpinteira: “aproveito para dar parabéns os Cerveirenses, a toda a equipa técnica e especialmente ao realizador, que, tal como o projecto, é também uma inspiração para todos nós, pelo seu espírito jovem, pela sua capacidade e por nos mostrar, com este filme, que o capital humano é essencial para conseguir bons resultados, mesmos que os outros meios escasseiem. A obra não poderia ter surgido em melhor altura”. 

Mas o maestro fez outros desafios, igualmente aceites, e que permitiram avançar com esta “aventura” de custos muito reduzidos. O papel de Miguel Costa, que assumiu a direcção da fotografia foi essencial ao longo de todo o processo. O realizador garante mesmo que a experiência e a qualidade de Miguel Costa compensaram a falta de alguns meios técnicos, valorizando a fotografia.

O projecto foi desenvolvido num saudável espírito de cooperativa e envolveu directamente pouco mais de duas dezenas de pessoas. Não houve propriamente orçamento ou “cachet”, seja para técnicos, seja para actores. O elenco é amador, composto essencialmente por Cerveirenses, e conta com a participação da pianista Olga Prats, entre outros músicos (Sara Vaz e Miguel Leite), pintores (Luís de Matos) e até escritores (Susana Santos Silva).

 

Expectactiva é grande

 

Cresce, assim, por todas as razões, a expectativa em relação a “O tempo e as bruxas”, que tem como subtítulo “farsa absurda”. A obra de ficção foi rodada durante o mês de Agosto em vários pontos do concelho e o maestro conta que o esforço da equipa foi intenso e houve uma média de 12 a 16 horas de trabalho diário.

A história de “O tempo e as bruxas” acontece “numa terra onde todos se atribuem uns aos outros poderes de bruxaria, mas nunca se esclarece quem é bruxa ou bruxo na realidade”. Victorino D’Almeida é o realizador, argumentista e produtor e está optimista quanto ao sucesso de uma trama baseada nesse controverso “clima de desconfiança”, que resulta num enredo em que o humor é a nota dominante.

O elenco é composto por 18 elementos e muitos figurantes. A longa-metragem que vai prender os espectadores ao ecrã durante uma hora e meia, retrata “toda a mística da bruxaria do Norte, em que nunca se prova literalmente nada”.

 

Antestreia privilegia participantes

 

Com 71 anos, o maestro será uma das pessoas presentes na antestreia, para além dos actores e colaboradores técnicos do filme. A plateia, nesta sessão muito especial, será composta essencialmente pelos que tornaram a obra ficcional possível e a entrada no Cine-Teatro cerveirense será sujeita à apresentação de convite, atendendo às limitações da sala. 

Esta será a primeira oportunidade de assistir ao filme, que será posteriormente exibido nas salas de cinema normais e há projectos também para apresentação em festivais. O maestro está feliz com o resultado obtido em termos da obra cinematográfica propriamente dita, mas também porque o projecto mostra que “em tempo de crise é possível produzir de uma forma extremamente económica”.

António Victorino d'Almeida nasceu em Lisboa, em 21 de Maio de 1940. Concluiu o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa com 19 valores. Depois rumou a Viena, onde se diplomou em Composição com a mais alta classificação conferida pela Escola Superior de Música daquela cidade (hoje Faculdade da Música).

Imparável, desta vez o maestro diz que, no papel de guionista, realizador e compositor foi escolheu um elenco formado por pessoas que nunca foram actores, mas nas quais pressentiu “imenso talento”.

Na “tela”, em relação a esse elenco, veremos Sara Maria Vaz (Carolina), Miguel Leite (Boby), Dinis Ribeiro (Pacheco), Luís de Matos (Silveira), Isolina Peixoto (Dona Vanda), Olga Prats (Dona Rosa), Susana Silva (Eufémia), Jaime Costa (director do jornal), Aurelino Costa (Bugalho), Sara Vaz (Turca), Cláudia (jornalista), Miguel Monroia (Lecas o temerário), Jorge Quinta (taxista), Maria do Céu Stuve (Felícia), Maria de Deus (senhora dos bilhetes), Inês Prats (rapariga da esplanada), João Prats (rapaz dos bilhetes) e António Victorino D´Almeida (velho Antão).

 

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publicado às 17:30



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