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AFIFE DIGIT@L jornal on-line de Afife

NOTICIAS LOCAIS E REGIONAIS ACTUALIZADAS SEMANALMENTE AOS SÁBADOS ÀS 21h30 ........

 

ASSOCIAÇÃO DE PROTECÇÃO E CONSERVAÇÃO DO AMBIENTE – APCA

Fundada em 13 de Setembro de 2001                     Contribuinte      505775620

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CAMINHO DO CRUZEIRO  Nº 90            -------------------             4900-012   A F I FE

 

NOTA DE IMPRENSA

 

 

ARROJAMENTO DE BALEIA EM AFIFE

 

 

A Associação de Protecção e Conservação do Ambiente - APCA, graças à prestimosa informação de diversas pessoas que muito agradecemos, registou um novo arrojamento em Afife, depois de no fim do ano passado, nesta mesma freguesia, ter registado o arrojamento de uma tartaruga couro no sítio de Celeiro e um golfinho comum na última semana de Dezembro na praia do Porto, nas imediações do local onde também apareceu um crânio humano e diversos restos metálicos de que se salientam pregos de diversas dimensões e argolas postos a descoberto pelo mar na base do cordão dunar do Porto. Sublinha-se que estas descobertas localizaram-se nas imediações do antigo marco geodésico existente na crista da duna do Porto que entretanto face ao processo erosivo desencadeado pelos últimos molhes construídos no Portinho de Vila Praia de Âncora, já foi derrubado e engolido pelo mar.

O cetáceo agora arrojado pelo mar no sítio da antiga foz do rio de Afife nas imediações de Urnizelo, cerca de 280 m a sul da praia do Caracol de Afife é uma baleia que se supõe, face ao estado de decomposição, ter morrido à cerca de duas semanas atrás, tendo sido agora lançada pelo mar na noite de sábado e arrastada pela forte ondulação até ao sítio onde se localizava a zona húmida da foz do rio de Afife, que foi no início do ano completamente assoreada após a destruição do que restava do cabedelo do rio de Afife. Trata-se de uma fêmea jovem com cerca de 5,60 m de comprimento, apresentando alguns cortes no dorso e zonas caudal e frontal resultantes, eventualmente, do embate nas rochas. O estado de decomposição, deste novo cetáceo arrojado morto no litoral vianense, não permitiu uma classificação imediata no local, pressupondo-se que se tratará de um exemplar jovem de baleia anã (Balaenoptera acutorostrata Lacépède, 1804) tendo em consideração o número de pregas na zona ventral.

A baleia anã é uma espécie cosmopolita que ocorre tano em águas costeiras como oceânicas, podendo ser observadas no verão durante a sua alimentação em águas frias do Norte, migrando no Inverno para latitudes mais baixas onde se reproduzem e dão à luz depois de uma gestação de 10 meses. As crias tornam-se independentes por volta dos 6 meses atingindo a maturação sexual por volta dos sete anos. As populações de baleias – anãs são solitárias, formando por vezes pequenos grupos de indivíduos. Relembra-se que o Anexo B-IV do Decreto – Lei n.º 140/99, de 24 de Abril, refere a baleia anã como uma espécie animal de interesse comunitário que exige uma protecção rigorosa, por outro lado, a captura voluntária de cetáceos ou a comercialização de partes do corpo destes mamíferos marinhos constitui crime, severamente punido pela legislação portuguesa e internacional.

Embora estas últimas ocorrências sejam preocupantes assinala-se, com muito agrado, a diminuição dos arrojamentos nos últimos anos, não obstante o número de cetáceos arrojados mortos no Alto Minho, nos últimos 30 anos, entre os rios Minho e Neiva, esteja prestes a atingir as três centenas de exemplares. Conforme temos alertado considera-se premente a definição, por parte dos governos de Portugal e Espanha, em articulação com os pescadores locais dos dois países, de medidas de protecção dos mamíferos e répteis marinhos, no espaço marítimo do Norte de Portugal / Galiza.

 

 

 

Afife, 21 de Janeiro de 2014                                                           

 

A  Direcção da APCA

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