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O Dia de Todos os Santos

por afifenoticias, em 03.11.18

 

DIA DE TODOS OS SANTOS, AFIFE MANTÉM A TRADIÇÃO.

O Dia de Todos os Santos, 1 de Novembro, que voltou a ser feriado nacional, continua a ser altura para que muitos Afifenses que se encontram em outras paragens, regressem as origens, para relembrar familiares e amigos quer já partiram e fazer uma visita ao cemitério, assim como participar nas solenidades religiosas, referentes a este dia. Já em tempos idos, na altura em que os mestres Afifenses, trabalhavam na arte do estuque, especialmente em Lisboa, no Porto, em Beja ou em outros locais do País, tinham sempre nesta altura o seu período de ferias, para estar presentes na sua terra natal. Esta tradição de ir ao cemitério neste dia e participar nas celebrações religiosas, perdeu um pouco, logo que o governo anulou este feriado, embora temporariamente, o que fez com que a grande parte daqueles que estão fora, não estivessem presentes nestas alturas, mas mesmo assim faziam questão de passar pela freguesia, logo no fim de semana seguinte. Este ano e porque o dia 1 aconteceu na quinta feira, houve ainda aqueles que  tiveram direito à sexta feira e assim foram mais uns dias passados na freguesia.

Nesta altura do ano a junta de freguesia, também executa um trabalho mais significativo, no cemitério e em outros espaços e tem que ser referido, que todo este trabalho tem sido elogiado por aqueles que cá estão e pelos que nos visitam, pois os trabalhadores nos últimos dias, dedicaram-se ao trabalho que já se habituaram a fazer nesta altura e naquele espaço.

Recorde-se que o cemitério de Afife, tem ao longo dos anos sofrido melhoramentos e alargamento e a autarquia, ainda possui um espaço adquirido, que será para um possível alargamento, caso se verifique necessidade, há também alguns jazigos que passaram para a posse da junta de freguesia, no entanto e por cá ainda não aconteceu aquilo que se verifica em Lisboa e no Porto, onde há jazigos a ser vendidos ao preço do ouro. Pois caso cá isso se viesse a verificar, seria certamente uma boa nova, para os cofres da autarquia, que em termos de receitas próprias, estas não são muitas. Acontecem que as obras que por vezes são efetuadas  no cemitério, não agradam a todos e por vezes até levaram a discussões autárquicas, como foi quando se realizou a pavimentação entre campas e foi retirado o buxo que circundava os quatro quarteirões. No entanto a situação foi ultrapassada e neste momento a retirada do bucho, até facilitou a passagem para as campas. A construção do cemitério ali, naquele que era o lugar do Santo, também não foi pacifica, porque  alguns Afifenses pretendiam construir o cemitério no Monte de Santo António, aqui estávamos por volta de 1880/1885. Esta situação motivou grandes discussões, mas que acabaria por ser escolhido o atual espaço, o que motivou a que um Afifense defensor da construção do cemitério em Santo António, recusasse a ser enterrado no cemitério da Afife, tendo sido enterrado em Carreço.

Antes, as pessoas eram enterradas no interior da Igreja e mesmo no Adro, no entanto a Igreja depressa  esgotou a capacidade de sepulturas, na altura em que foi colocado soalho na Igreja da freguesia, foram então levantados os restos mortais daqueles que ali haviam sido enterrados e transferidos para o cemitério. O nível do piso da Igreja, com a colocação do soalho, subiu em cerca de um metro, acontece que na ultima intervenção para a substituição do soalho da Igreja, ainda foi possível ver alguns restos de sepulturas e foram encontradas varias ossadas, que certamente não quiseram na altura retirar, por se encontrarem a mais profundidade, ou por outro motivo que se desconhece. No adro da Igreja, lado norte, ainda é possível ver uma sepultura, com tampa em pedra e com as respetivas identificações, consta-se que outras terão existido, mas que possivelmente as tampas terão sido removidas.

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A festa ou solenidade do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. Esta festa é celebrada pelos crentes de muitas das igrejas da religião cristã.

A Igreja Católica celebra a Festum Omnium Sanctorum (Festa de Todos-os-Santos) a 1 de novembro que é seguido pelo dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa, tal como a Igreja Católica Oriental. A Igreja Anglicana também celebra o dia de Todos os Santos com o mesmo significado que nas Igrejas Católica e Ortodoxa. Na Igreja Luterana, o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou, pelo que o significado da celebração também é quase idêntico ao de outras igrejas cristãs.

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Relação com o Dia dos Mortos[

O feriado do Dia de Finados, no qual as pessoas rezam a fim de ajudar as almas no purgatório a obter a bem-aventurança celestial, teve sua data fixada em 2 de novembro durante o século 11 pelos monges de Cluny, na França. Embora se afirmasse que o Dia de Finados era um dia santo católico, é óbvio que, na mente do povo, ainda havia muita confusão. A Nova Enciclopédia Católica afirma que "durante toda a Idade Média era popular a crença de que, nesse dia, as almas no purgatório podiam aparecer em forma de fogo-fátuo, bruxa, sapo etc."

Incapaz de desarraigar as crenças pagãs do coração do seu rebanho, a Igreja simplesmente as escondeu por trás de uma máscara "cristã". Destacando esse fato, a Enciclopédia da Religião diz: "A festividade cristã, o Dia de Todos-os-Santos, é uma homenagem aos santos conhecidos e desconhecidos da religião cristã, assim como o Samhain lembrava as deidades celtas e lhes pagava tributo..." Todavia, mais que uma semelhança a festa de Todos os Santos celebra-se os santos conhecidos ou não que fizeram de sua vida uma oração, testemunho e fé na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. São, como revela o livro do Apocalipse, a multidão de pessoas de várias nações que alvejaram as suas vestes brancas no sangue do Cordeiro e diante do trono de Deus proclamam hinos e cânticos de louvor e agradecimento dizendo que a salvação procede do Cordeiro (Ap 7, 2-14).

Na Igreja Católica, o dia de "Todos-os-Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam, inicialmente, as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se, nelas, orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas a sua memória nesses mesmos locais.

O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paróquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.

Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de são João Batista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heroicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e, assim, a designação "todos-os-santos" visa a celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual se pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

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