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AFIFE DIGIT@L jornal on-line de Afife

NOTICIAS LOCAIS E REGIONAIS ACTUALIZADAS SEMANALMENTE AOS SÁBADOS ÀS 21h30 ........ e-mail: afifenoticias@sapo.pt

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Pedro Homem de Mello

PEDRO HOMEM DEMELLO.

pedro-homem-de-mello.jpg

O Poeta Pedro Homem de Mello se fosse vivo, faria na passada quarta feira dia 6 de Setembro,  113 anos. O 6 de Setembro era sempre altura para as pandegas de Cabanas, onde os tocadores, cantadeiras e dançadores, eram chamados para comemorar os anos do Poeta de Cabanas. No terreiro, dançava-se as varias modas e vinham os de Gondarem, os de Carreço e da Serra de Arga, a Ofélia das Cachenas  o Casio da João Enes, eram sempre convidados especiais do poeta. No entanto o poeta morreu e o terreiro e convento começam a entrar em estado de degradação e com ele desaparecem as memorias de Cabanas e do poeta.

 

 

Afife, terra que o poeta escolheu para viver e ser sepultado em campa raza, vai voltar a ser palco para mais uma evocação ao poeta, já que o casino Afifense, Tertúlia Homem de Mello, Câmara Municipal de Viana, e Junta de Freguesia de Afife, vão no dia 23 realizar uma  evocação ao poeta, a ter lugar no Casino Afifense, com momentos de poesia, fado, folclore e outros

 

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De raízes minhotas, era filho de António Homem de Melo de Macedo e de sua mulher, Maria do Pilar da Cunha Pimentel Homem de Vasconcelos, além de sobrinho de Manuel Homem de Melo da Câmara, 1.º Conde de Águeda. O seu pai pertenceu ao círculo íntimo do poeta António Nobre.

Criado numa família que lhe incutiu ideais monárquicos, católicos e conservadores, as raízes do seu lirismo bem português mergulham na própria vivência íntima e na profunda sintonia com o povo, cuja alma se lhe abria através do folclore, tendo por cenário a paisagem do Minho.

Iniciou o curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, acabando por se licenciar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1926.

Tendo iniciado a sua carreira como advogado, otpou posteriormente por se dedicar ao ensino do Português em escolas técnicas do Porto (Mouzinho da Silveira e Infante D. Henrique), tendo sido diretor da Mouzinho da Silveira.

Poeta da Presença, em cuja revista colaborou, foi também colaborador da revista Altura (1945)[2] e no semanário Mundo Literário [3] (1946-1948).

Apesar de reconhecida por numerosos críticos, a sua vasta obra poética, eivada de um lirismo puro e pagão, claramente influenciada por António Botto e Federico García Lorca, está injustamente votada ao esquecimento. Não obstante, permanecem até hoje muito populares os seus poemas cantados Povo que Lavas no Rio e Havemos de Ir a Viana, imortalizados na voz Amália Rodrigues, e O Rapaz da Camisola Verde, já interpretado por Amália Rodrigues, Frei Hermano da Câmara ou Sérgio Godinho.

Entusiástico e estudioso do folclore português, dedicou a este campo diversos ensaios como A Poesia na Dança e nos Cantares do Povo Português, Danças Portuguesas e Danças de Portugal, além de um programa na RTP. Nesse âmbito chegou a criar e a patrocinar alguns ranchos folclóricos do Minho.

Foi membro dos júris dos prémios do Secretariado da Propaganda Nacional.

Afife (Viana do Castelo) foi a terra da sua adopção. Ali viveu durante anos num local paradisíaco, no Convento de Cabanas, junto ao rio com o mesmo nome, onde escreveu parte da sua obra, "cantando" os costumes e as tradições de Afife e da Serra de Arga.

A Câmara Municipal de Lisboa homenageou o poeta dando o seu nome a uma rua em Chelas.[4]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Danças De Portugal
  • Jardins Suspensos (1937)
  • S (1939)
  • A Poesia Na Dança E Nos Cantares Do Povo Português (1941)
  • Pecado (1943)
  • Príncipe Perfeito (1944)
  • Bodas Vermelhas (1947)
  • Miserere (1948)
  • Os Amigos Infelizes (1952)
  • Grande. Grande Era A Cidade (1955)
  • Poemas Escolhidos (1957)
  • Ecce Homo (1974)
  • Poesias Escolhidas (1987)
  • E ninguém me conhecia, Lisboa, Campo da Comunicação (2004)
  • Poesias escolhidas, Lisboa, ASA (2004)
  • Eu, poeta e tu, cidade, Quasi Edições (2007)

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Pedro Homem de Melo casou-se com Maria Helena de Sá Passos Rangel Pamplona, filha de José César de Araújo Rangel (24 de Janeiro de 1871 - 1 de Junho de 1942) e de sua mulher Alda Luísa de Sá Passos (Lisboa, 6 de Novembro de 1887 - 25 de Junho de 1935), e teve dois filhos: Maria Benedita Pamplona Homem de Melo (3 de Fevereiro de 1934), que faleceu ainda criança, e Salvador José Pamplona Homem de Melo (Porto, Cedofeita, 30 de Julho de 1936), já falecido, que foi casado a 6 de Setembro de 1969 com Maria Helena Moreira Teles da Silva (10 de Janeiro de 1944), neta paterna da 12.ª Condessa de Tarouca, de quem teve uma filha, Mariana Teles da Silva Homem de Melo (Porto, 3 de Novembro de 1974), e depois com Maria José de Barros Teixeira Coelho (Braga, São José de São Lázaro, 9 de Janeiro de 1943), de quem teve uma filha, Rita Teixeira Coelho Homem de Melo (Porto, Santo Ildefonso, 10 de Julho de 1983). Foi tio-avô de Cristina Homem de Melo.

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