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AFIFE DIGIT@L jornal on-line de Afife

NOTICIAS LOCAIS E REGIONAIS ACTUALIZADAS SEMANALMENTE AOS SÁBADOS ÀS 21h30 ........ e-mail: afifenoticias@sapo.pt

O POETA PEDRO HOMEM DE MELLO, SE FOSSE VIVO, FARIA 110 ANOS ESTE SABADO, 6 DE SETEMBRO.    

         

      Pedro Homem de Mello, morreu há 20 anos, nasceu há 110 anos precisamente no dia 6 de setembro de 1904, nascido no Porto, passou grande parte da sua vida em Afife, onde escreveu grande parte das suas obras no convento de Cabanas. Em Afife era habitual frequentador do café da Aldinha, hoje café da estação, na noite da passagem de ano à meia noite muitas vezes dava um mergulho na praia de Afife e entrava no novo ano no antigo bar da praia, tal como muitas vezes o referenciava o seu proprietário o senhor Carvalho, também este já falecido. Foi precisamente no bar da praia que fez a apresentação e venda de alguns dos seus trabalhos, onde muitos recordam a apresentação do Fandangueiro, onde o porta fez a apresentação deste trabalho um domingo à tarde e onde não faltou as gentes de Afife, que adquiriram o seu trabalho, que o poeta autografou sempre com dedicatória.

O Poeta teve ainda um papel importante na divulgação do folclore Português, num programa, que terá sido o inico de folclore em termos de televisão, tendo levado o grupo de Afife varias vezes ao pequeno ecrã, onde depois as pessoas enchiam a Casa do povo e Casino, já que na altura eram os únicos locais onde havia televisão na freguesia.

Não havia festa do S João de Arga em que o poeta não estivesse presente e eram os bailadores e tocadores de concertinas que tocavam e dançavam especialmente para si, era acérrimo defensor das tradições e não gostou das inovações da festa, como foi o aparecimento dos altifalantes, onde dizia que estes quebravam o tradicionalismo, porque não deixavam ouvir as concertinas. Descontente quando deparou com toda aquela barulheira, foi pedir ao homem da aparelhagem sonora, para desligar a mesma, para que se pudessem ouvir as concertinas, mas foi em vão, já que este nem a comissão não acederam ao seu pedido, então perguntou quanto é que eles queriam, para desligarem a aparelhagem e então o poeta pagou 10 contos, qualquer coisa como 50 euros à moeda de agora, o que na altura era um dinheirão, então foram assim ouvidas as concertinas sem a interferência da  então modernidade. Mas no ano seguinte a aparelhagem sonora voltou e de certa maneira calou um pouco as concertinas.

Afife prestou-lhe homenagem ainda em vida, embora já debilitado, foi precisamente com a festa da poesia, evento de enorme envergadura e que fez deslocar a Afife a mais fina flor da poesia Portuguesa, mais tarde, foi dado o seu nome á mais movimentada artéria da freguesia e evocado no monumento erigido aos poetas com os jardins de Empostalha.

No dia 20, vai ser recordado em Cabanas, numa grande ação, até porque Cabanas abria sempre as suas portas a 6 de setembro, para o aniversario do poeta e aqui ocorriam os mais famosos bailadores e como convidados especiais, a Ofélia das Cachenas e o Cássio da João Enes, grandes folcloristas da terra. Neste dia o terreiro de Cabanas tornava-se pequeno demais para  os bailadores, que também faziam questão em estar presentes.

Hoje já o terreiro não é como foi, nem são assim tantos os que sabem ou se lembram do nome do poeta e da sua própria obra e nem sequer se tenta preservar, o que ainda resta da obra do poeta e estamos a falar, dos painéis  que ostentam  quadras do poeta na entrada da antiga mata de Cabanas, é que estes estão seriamente degradados já que o muro que os ostenta, ameaça derrocada. Afife esta de momento a preparar uma ação para o dia 20 em Cabanas, onde se pretende que o nome do poeta e o seu trabalho, seja dado a conhecer nas suas varias vertentes, como a poesia e do folclore.

 

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