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AFIFE DIGIT@L jornal on-line de Afife

NOTICIAS LOCAIS E REGIONAIS ACTUALIZADAS SEMANALMENTE AOS SÁBADOS ÀS 21h30 ........ e-mail: afifenoticias@sapo.pt

 

PEDRO HOMEM DE MELLO.

 

O Poeta Pedro Homem de Mello, se fosse vivo, teria feito 111 anos no passado dia 6. O doutor Pedro, como era conhecido na freguesia   viveu no convento de Cabanas, está sepultado em campa rasa no cemiterio de Afife, como foi sua vontade expressa. Este ano em Afife não  foi feita qualquer ação evocativa da data do seu nascimento, muito embora recentemente a associação Casino Afifense, tivesse feito reviver uma das antigas pândegas de Cabanas, que aconteciam sempre a 6 de Setembro, por altura do aniversario do poeta. Pedro Homem de Mello, tem sido recordado em ações apoiadas pela câmara de Viana, junta de Freguesia de Afife, Casino Afifense e Tertúlia Homem de Mello, estas levadas a cabo no seio da freguesia. No entanto nunca é demais recordar o poeta e folclorista que muitas vezes divulgou Afife e que por duas vezes levou o então rancho de folclore de Afife ao seu programa de televisão.

-----------PEDRO HOMEM DE MELLO--------------------------

Nasceu no seio de uma família fidalga, filho de António Homem de Melo de Macedo, irmão do 1.º Conde de Águeda, e de sua mulher Maria do Pilar da Cunha Pimentel Homem de Vasconcelos, tendo, desde cedo, sido imbuído de ideais monárquicos, católicos e conservadores. Foi sempre um sincero amigo do povo e a sua poesia é disso reflexo. O seu pai, pertenceu ao círculo íntimo do poeta António Nobre.

Estudou Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, acabando por se licenciar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1926. Exerceu a advocacia, foi subdelegado do Procurador-Geral da República e, posteriormente, professor de português em escolas técnicas do Porto (Mouzinho da Silveira e Infante D. Henrique), tendo sido director da Mouzinho da Silveira. Membro dos Júris dos prémios do secretariado da propaganda nacional. Foi um entusiástico estudioso e divulgador do folclore português, criador e patrocinador de diversos ranchos folclóricos minhotos, tendo sido, durante os anos 60 e 70, autor e apresentador de um popular programa na RTP sobre essa temática.

Foi um dos colaboradores do movimento da revista Presença, tendo também colaborado na revista Altura (1945)[2] e no semanário Mundo Literário [3] (1946-1948). Apesar de gabada por numerosos críticos, a sua vastíssima obra poética, eivada de um lirismo puro e pagão (claramente influenciada por António Botto e Federico García Lorca), está injustamente votada ao esquecimento. Entre os seus poemas mais famosos destacam-se Povo que Lavas no Rio e Havemos de Ir a Viana, imortalizados por Amália Rodrigues, e O Rapaz da Camisola Verde.

Afife (Viana do Castelo) foi a terra da sua adopção. Ali viveu durante anos num local paradisíaco, no Convento de Cabanas, junto ao rio com o mesmo nome, onde escreveu parte da sua obra, "cantando" os costumes e as tradições de Afife e da Serra de Arga.

 

Afife tem cinco letras

Pedro cinco letras tem

Até o meu pobre nome

Com Afife rima bem

 

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