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AFIFE DIGIT@L jornal on-line de Afife

NOTICIAS LOCAIS E REGIONAIS ACTUALIZADAS SEMANALMENTE AOS SÁBADOS ÀS 21h30 ........ e-mail: afifenoticias@sapo.pt

SARRAÇÃO DA VELHA DEAFIFE, A TRADIÇÃO VOLTA A SER O QUE ERA.

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Afife, reviveu a SARRAÇÃO DA VELHA  e foi a Sarração mais participada dos últimos anos, com um numero significativo de jovens a tocar o triquelitraque, o que quer dizer que o trabalho iniciado pelo NAIAA, há cinco anos, no ensinamento do manusear do triquelitraque, junto dos alunos da escola e do jardim de infância da Casa do Povo, começa a dar resultados muito positivos. A noite estava fresca, mas não demoveu os Afifenses, especialmente os mais jovens de participar da mais antiga das tradições Afifense, no entanto eram praticamente 9 e meia da noite, hora prevista para a saída do cortejo e poucos eram aqueles que se encontravam fora da sede do NAIAA. Para os organizadores era um pouco desencorajador, porque se antevia uma fraca participação, no entanto e de um momento para o outro, as pessoas foram surgindo, os triquelitraques foram-se ouvindo com o barulho ensurdecedor e o cortejo avançou, com o andor da Velha à frente, seguindo-se o grupo dos triquelitraques, onde o Luís São João, comandava o grupo dos mais novos, estes sempre com aos pais por perto. A paragem habitual, aconteceu no patio do Casino, onde havia pessoas  à espera para  acompanhar o cortejo até à Mesa de Pedra do Cruzeiro, para assistirem à leitura do testamento e à queima da Velha. Chegados ao Cruzeiro, tocou-se o Sarra, enquanto que se preparavam as coisas para a leitura do testamento, altura esperada por todos. O testamento, começou por visar a autarquia, as associações as pessoas solteiras da freguesia, mas terá esquecido o padre da freguesia. Pode-se dizer que não foi um testamento provocador, mas sim um testamento que não agradou ao publico contemplado, com deixas em verso. No final os triquelitraques tocaram em despique, queimou-se a Velha e assim manteve-se a tradição secular da freguesia.

Agora verifica-se que há um numero grande de jovens que começa a sentir  a importância da tradição no seu valor cultural, que se insere no contexto da freguesia e em vez se andar a tentar destruir a Velha, inserem-se no cortejo a tocar otriquelitraque, ganhando assim o gosto pela tradição, o que é uma garantia que estes serão certamente, os que vão dar continuidade a esta tradição. Não temos duvidas que num futuro muito próximo, a tradição vai voltar a ser aquilo que já foi, com o cortejo a percorrer os vários caminhos deAfife e com todos unidos e a colaborar. Porque o percurso da Velha, não é o de sair do Cruzeiro e ir  até ao Casino, porque este é apenas um percurso alternativo e que teve que ser adotado, pelo facto das tentativas de destruir o andor da Velha.

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 As imagens falam por si, ou seja a juventude está presente e é participativa, os mais velhos continuam a marcar presença com os seus triquelitraques e a curiosidade continua a atrair as gentes de fora da freguesia, para  participar, ou ver como é a tradição de Afife e embora tenha havido idêntica tradição em Carreço, também havia gente desta freguesia na secular tradição Afifense. Toda esta participação de gente muito nova, deve ser vista por parte das entidades oficiais, porque   a grande maioria, duas vezes por semana tem aulas de aprendizagem no manuseamento dos triquelitraque, aprendendo as suas três marchas e para o Luís São João, que é quem ministra estes ensinamentos, já  sente que há falta de instrumentos para colmatar as solicitações, não é possível satisfazer todos, porque a falta de apoios financeiros para a aquisição de triquelitrtaques é uma condicionante, mas mesmo assim, o projeto avança, com saldo muito positivo, porque há cinco anos, pensava-se que a tradição, estaria condenada a acabar, porque a juventude em vez de participar,  tentava destruir a tradição e desencorajar os seus organizadores. Seria bom que todo este trabalho viesse a ter uma atenção por parte das entidades oficiais, porque se trata de uma tradição de muitos séculos na freguesia, única, porque ao contrario daquilo que acontece em muitos lados, em Afife, não de Serra a Velha, em Afife  SARRA-SE A VELHA e não se faz acompanhamento  com o bater de latas, mas sim com o som dos característicos e genuínos triquelitraques de Afife, porque estes nasceram em Afife, precisamente para acompanhar o cortejo da Velha. E vamos mais longe, porque não candidatar a SARRAÇÃO da VELHA  e os triquelitraques  a  uma certificação do patrimonio cultural da Europa?

 

 

 

 

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